“Lobistas” estão automatizando partes mais rotineiras de seu trabalho. Algumas empresas estão se especializando na construção de bancos de dados com informações legislativas para gerar inteligência.
Embora a “cara” do lobby seja um executivo de Relações Governamentais que percorre os corredores do Poder munido de notas técnicas e comparecendo a reuniões e audiências, o lado oculto da atividade implica horas de pesquisa e trabalho. Parte do problema é saber peneirar as resmas de informações. E apesar dos investimentos na área, o trabalho permaneceu relativamente baixo em tecnologia.
A consultoria americana Quorum Analytics Inc., liderada por Alex Wirth, um jovem executivo de 24 anos graduado em Harvard, assessorou o Walmart a automatizar tarefas de lobbying e otimizar o tempo. Isso resultou em mais horas para a articulação “hand-to-hand”, segundo Gerard Dehrmann, vice-presidente sênior Relações Governamentais da Walmart.
Quando a Walmart decidiu pressionar os decisores políticos nos EUA sobre o “border-adjustment tax” (um imposto sobre mercadorias com base na localização do consumo final em vez da produção), já havia um grupo de decisores mapeados sensíveis a políticas industriais. A equipe de Relações Governamentais sabia quais agentes públicos estavam interessados ​​em iniciativas de fabricação dos EUA e usaram a sobreposição entre os mapeamentos de interesses em políticas de fabricação e de comércio para chegar às pessoas certas.
Os executivos americanos de Relações Governamentais concordam que a tecnologia não substituirá o lobby de “sola de sapato”, mas vai complementa-lo e otimiza-lo.
Fonte: Bloomberg